Gilberto Carvalho minimiza gastos em Roma. A viagem de 4 dias custou 125,9 mil euros

 

quarto dilma

O pecado da soberba

Saiu no Terra:

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, minimizou nesta quinta-feira os custos da viagem presidencial ao Vaticano para a missa de investidura do papa Francisco. Segundo Ministério de Relações Exteriores, o valor para custear a hospedagem da comitiva e das equipes técnica e de apoio entre os dias 16 e 20 de março foi de 125.990 euros ou R$ 324 mil. O valor inclui o aluguel de salas de apoio.

Por meio da sua assessoria de comunicação, Gilberto Carvalho disse que “a exploração desse assunto só pode ser atribuída à falta de percepção para assuntos mais importantes”.

“O que deve ser ressaltado é a importância da participação brasileira na missa inaugural e o que isso representa para o Brasil, tendo em vista que o Papa e a Presidenta Dilma conversaram sobre a atenção aos mais pobres, linha que tem muito a ver com a atuação do governo brasileiro”, acrescenta o ministro por meio de sua assessoria.

Fora do Foco:

Não apetece a este despretensioso blog – ou pelo menos a esse editor – picuinhas udenistas.

Àquela política miúda… Tão sedutora ao demagogismo de figuras como Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Fernando Collor e assemelhados.

Contudo, o colega uruguaio de Dilma, José Mujica, não se viu na obrigação de ir a missa do Papa Francisco. Sua esposa, senadora da República do Uruguai saiu-se com a seguinte desculpa pela ausência: não somos católicos e o Estado é laico.

Simples, sem traumas ou constrangimentos.

Aliás, Mujica, conhecido por dirigir seu próprio carro até o trabalho, é um exemplo mundial em austeridade fiscal!

No velório de Hugo Chávez, por exemplo, não tendo proventos para bancar a própria viagem o presidente ligou para a colega Cristina Kirchner e pediu uma carona. Ué, qual o problema? Afinal estão entre amigos.

Esse editor não esta sugerindo a presidente Dilma que ande por ai pedindo carona.

Tão pouco, dizendo que a presidente não deveria ter ido a Roma ou à qualquer parte que seja.

Mas temos de nos perguntar a real necessidade de uma comitiva com quatro ministros de Estado, assessores para todos, seguranças, carros e tudo mais.

Não posso deixar de me perguntar o que Aloísio Mercadante, ministro da Educação, foi fazer em Roma. Estaria ele interessado em reintroduzir o catecismo nas escolas públicas?

Não poderia, ao menos parte do staff presidencial, ter se hospedado no lendário Palácio Pamphili, Embaixada brasileira em Roma.

Veja, caro colaborador, que não é chamado Palácio à toa…

pamphili_monllar

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência tem razão. O tema é realmente menor, resultado da falta de assunto na oposição.

Mas a bem avaliada presidente podia bem passar sem essa.

Por Murilo Silva

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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