Nem tudo é “Telhada” em São Paulo

Ines-Etienne-Romeu

Homenagem justa

Por Murilo Silva,

Esse post faz justiça a São Paulo ao registrar o trabalho da Comissão Estadual da Verdade.

Na contra-mão da Câmara Municipal de São Paulo, sob a inspiração do Coronel Telhada – um tucano rápido no gatilho – a Comissão Rubens Paiva, fará uma justa homenagem à Inês Etienne Romeu, a única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis.

Segundo depoimento do sargento reformado Marival Dias, cerca de 100 pessoas passaram pelo casarão no bairro do Caxambu. Só Inês voltou.

O livro “Memórias de uma Guerra Suja”, lançado ano passado por de Rogério Medeiros e Marcelo Netto mostra o depoimento do ex-delegado Cláudio Guerra.

O livro, que mudou a história da ditadura, traz revelações terríveis, entre elas o fato de de ao menos dez presos políticos da Casa da Morte terem sido incinerados em uma usina de açúcar em Campos -RJ.

***

Veja a nota de O Globo sobre essa justa homenagem:

SÃO PAULO – A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” fará na próxima segunda-feira, às 19h, uma homenagem a Inês Etienne Romeu, a última presa política a ser libertada no Brasil e única prisioneira a sair viva da Casa de Petrópolis, conhecida como “Casa da Morte”, depois de 96 dias de tortura. Por motivo de saúde, Inês não deve comparecer à próxima audiência pública da comissão, mas será representada no evento. Também confirmaram presença a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, e das integrantes da Comissão Nacional da Verdade Maria Rita Khel e Rosa Maria Cardoso, além de representantes da comissão estadual paulista.

O tema a ser abordado “Verdade e Gênero – A violência da ditadura contra as mulheres” pauta, praticamente, os trabalhos da comissão estadual neste mês de março. Nesta quinta-feira, em audiência pública na Assembleia Legislativa paulista, o grupo ouviu os depoimentos de mulheres vítimas de tortura no período da ditadura, entre 1964 e 1985. Aos integrantes da comissão paulista, elas relataram casos de violência ocorridos dentro das dependências da Operação Bandeirantes (Oban), em São Paulo, alguns deles na frente dos maridos e dos filhos. Além disso, as depoentes falaram sobre métodos sádicos empregados pelos agentes públicos, como deixar mulheres nuas durantes as sessões de tortura e a violência física e psicológica contra grávidas, como no caso de Criméia Alice Schimidt de Almeida, integrante da Guerrilha do Araguaia presa na capital paulista em dezembro de 1972, na casa da irmã, a militante política Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha.

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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