Pobre agora come carne. Açougue no alemão fatura 250 mil por mês

Deu na Folha:

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novo Alemão

 

O açougue de Manuel Novais, 56, atende diariamente 500 pessoas, em média, na principal e movimentada rua de acesso a Nova Brasília, uma das 13 favelas do Complexo do Alemão. Por mês, o faturamento do comerciante é superior a R$ 250 mil.

A prosperidade nas vendas de Novais sinaliza a boa fase dos negócios em comunidades de baixa renda localizadas na cidade do Rio.

O aumento do consumo reforçou os investimentos de microempresários, muitas vezes impulsionados pelos empréstimos concedidos por bancos com representantes em favelas.

“Do ponto de vista do consumo, há uma revolução em andamento nas comunidades do Rio”, afirma Renato Meirelles, diretor do instituto Data Popular, especializado no setor de baixa renda.

É possível perceber a transformação pelo histórico da Caixa Econômica. Até 2010, as linhas de crédito para pequenos empreendedores, incluindo os informais, eram inexploradas pelo banco estatal nas favelas cariocas.

Em novembro do mesmo ano, com a ocupação policial do Complexo do Alemão, o banco passou a atender esse segmento. Encerrou 2011 com a concessão de 400 microcréditos. No ano passado, o número saltou para 2.000. A projeção para 2013 é alcançar a marca de 3.500 linhas de crédito concedidas.

“Percebemos que a procura pelo microcrédito dobra a cada seis meses”, afirma Tarcísio Luiz Dalvi, superintendente regional da Caixa, que coordena o atendimento às favelas da zona norte.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Os números de empreendedores que nasceram do “Bolsa Esmola” são impressionantes, meu bom reaça.

Só em 2011 o Sebrae investiu 180 milhões de reais na formação de micro-empreendedores.

Esse dinheiro, além criar uma massa de consumo nos antigos bolsões de pobreza, cria um comércio forte e pujante, negócios prósperos como o açougue de dona Manuela.

São mais de 102 mil Microempreendedores Individuais no Bolsa Família, meu bom reaça.

É a porta de saída.

O Bolsa Família, quem diria, é um choque de capitalismo.

Se esse modesto editor tivesse dinheiro para investir, fugiria de Eike Batista e buscaria sociedade com dona Manuela.

 

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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