Na PUC, D. Odilo e Anna Cintra seguem na vanguarda do atraso

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democracia: era vidro e se quebrou

Deu na Rede Brasil Atual  

São Paulo – A vice-presidenta da Associação dos Professores da PUC São Paulo (Apropuc), Maria Beatriz Costa Abramides, terá de comparecer amanhã (27) a audiência de comissão aberta contra ela por ter apoiado estudantes em manifestações contra a escolha da docente Anna Maria Marques Cintra como reitora.

Segundo o processo, Beatriz Abramides é acusada de “desrespeito a pessoas envolvidas no ambiente universitário”, “falta de acatamento a disposições legais”, “desrespeito a superiores hierárquicos e colegiados da universidade” e “contribuir para atos de indisciplina dos estudantes”. As acusações estão apoiadas nos artigos 322 e 325 do regimento interno da PUC. O processo inclui também acusação de “incontinência de conduta”, referente ao artigo 482 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que rege as condições de rescisão de contrato por justa causa.

A professora está sendo processada por sua participação em uma manifestação, organizada por estudantes, que impediu a realização da reunião do Conselho Universitário (Consun).

Segundo Beatriz Abramides, que também é docente do Departamento de Serviço Social da PUC, ela foi convidada pelos estudantes a dar uma aula pública no dia da manifestação do dia 27. “A reitoria pinçou trechos da minha fala no ato e anexou no processo. É uma perseguição de cunho político.”

“A Apropuc fez uma assembleia no dia anterior à manifestação e decidiu apoiar os estudantes. A Beatriz foi à manifestação como representante da entidade”, diz Priscilla Cornalbas, professora e diretora da associação.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

De volta à paróquia, d. Odilo segue a ostentar seu mais profundo desprezo pela democracia ao apoiar incondicionalmente a política de enquadramento protagonizada por sua longa manus  –  bonito isso – Anna Cintra.

O movimento estudantil da USP vêem lutando contra a perseguição contra seus estudantes sindicados, luta que também se travou na PUC na época de Maura Veras. Agora, nos deparamos com a perseguição contra professores.

É de fazer inveja ao velho regime, que entre 1964 e 1986 não conseguiu se instalar dentro da PUC.

A perseguição contra a professora Maria Beatriz é uma perseguição ao livre exercício da opinião, da expressão e da ação política – inerentes ao caráter iluminista que inspirou a criação das universidades, na Itália e na França renascentista do século XII.

Anna Cintra e d. Odilo estão arrastando a PUC da vanguarda da vanguarda para a vanguarda do atraso.

Em tempo: Maria Beatriz Costa Abramides tem o couro grosso. Militante de esquerda, ainda jovem sofreu a mais brutal das repressões durante a ditadura. Certamente não se curvará diante de represarias. Nesse processo, a professora Bia, como é conhecida, deverá contar com amplo apoio da comunidade acadêmica

 

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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