A política não se faz com a pomba branca. Nem com o fígado

Produção… ô… produção….

Por Bruno Pavan 

O pragmatismo, principalmente nas minhas posições políticas, é algo que eu prezo muito. Política é, antes de tudo, escolha de um lado. Muitas vezes essas escolhas te farão colecionar pessoas que não vão muito com a sua cara. Faz parte.

Não acho possível fazer política como pretende, por exemplo a ex-ministra Marina Silva, com a pomba branca da paz na mão. Penso que isso é fazer política com a antipolítica.

Tomar posição é necessário. Melhor do que ficar sugerindo plebiscito pra tudo. Lula, FHC, Jean Willys geram ódio por quem não concorda com suas posições. Os três são políticos e devem tomar posições.

Nessa semana uma polêmica tomou conta do twitter. Um perfil polemicista profissional ofendeu o deputado Fernando Ferro (PT-PE). O chamou de “lixo humano” e de “merda”. Que respondeu com insultos homofóbicos. O mais curioso de tudo é que o perfil faz parte de tropa anti-governista. Supostamente fariam críticas à esquerda do governo. Na prática, fazem política com o fígado.

Ferro errou em entrar na onda do polemicista. Faltou jogo de cintura para lidar com os revoltados (e mal educados) da internet. Errou em ter chamado o dono do perfil de “boneca agressiva”, usou a orientação sexual do ofensor para ofendê-lo. O pontinho antes do nome do deputado é representativo. Ele jogou verde pra colher maduro. E colheu.

O antigovernista apelou para a tática Ivo Holanda de argumentação. Escolheu um alvo, o ofendeu para tirá-lo do sério, depois saiu gritando “produção, produção… me ajuda produção”. É infantil. Da mesma forma como acusam o governismo de ser.

(tentar) Discutir política é cada vez mais difícil no mundo em que as redes sociais liberam o que há de mais preconceituoso na mente das pessoas. Deixem as vísceras longe da política, ela só atrapalha.

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