Diversidade sexual: de que lado você estará?

Se não faz parte da solução… Então faz parte do problema

 

Por Bruno Pavan

 

Algumas semanas atrás, este blog republicou artigo de Valdmir Safatle que questionava: o que tem depois do Lulismo?

 

Nesta semana, a grande imprensa brasileira tenta botar o ovo da serpente para 2014: homofobia e diversidade sexual.

 

A Veja, que já comparou o casamento gay com casamento entre homem e cabra, saiu com esta capa:

 

 

Aproveitando também a pauta de Daniela Mercury com a sua esposa, o Fantástico fez uma entrevista com a cantora e uma matéria com uma criança transexual que sofre de discriminação na escola.

 

Hoje Helio Scwartsman crítica a postura do candidato a Presidência da Venezuela Nicolas Maduro que vem insinuando insistentemente que seu adversário Henrique Caprilles seja gay.

 

O governo Dilma não tem grandes conquistas para se gabar no campo dos Direitos das minorias. Não se ouve a presidenta dizer nada sobre casos de homofobia e ainda evitou de comprar brigas com a bancada evangélica nos casos dos Kits anti-homofobia e sobre a AIDS nas escolas.

 

O que se ouve é uma voz solitária da ministra Maria do Rosário. Mas, sem vontade parlamentar, de pouco adianta.

 

Para o PT, a saída é tentar “otimizar” a rede de alianças. Não dá mais para se equilibrar na corda bamba e agradar PP, PR e PSC a todo tempo. Estes partidos conservadores estão muito mais próximos do poder do que os movimentos sociais.

 

A situação não é mais complicada para o governo porque a oposição também não tem nada o que mostrar nesse campo. Foram os tucanos que levaram a campanha de 2010 para o moralismo do aborto. Marina Silva já disse que aprova o plebiscito do casamento gay, como se a democracia fosse a ditadura da maioria. E ainda se aproximou de Marco Feliciano.

 

Com comida no prato, a população brasileira aos poucos abre os olhos para questões mais sensíveis. Dar o passo à frente é cada vez mais necessário.

 

Não sei se dará tempo para ser em 2014, mas em 2018, com certeza, haverá um rompimento claro da uma parcela da classe média progressista nos costumes da faixa mais religiosa da população, representada por Felicianos e Malafaias da vida. E aí será preciso saber de que lado você estará.

 

E, aí sim, o passo além do Lulismo terá sido dado.

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8 respostas para Diversidade sexual: de que lado você estará?

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