Feliciano começa a lucrar. Alckmin quer o PSC para 2014

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meu governador…

Por Murilo Silva

No começo da polêmica feliciana esse blogueiro comentou com seu colega aqui no Fora de Foco, Bruno Pavan, que o deputado do PSC, eleito com 200 mil votos em 2010, teria 500 mil votos em 2014.

Há alguns dias, frente a avalanche feliciana, reavaliamos a projeção para 1 milhão.

Hoje, a Folha notícia que o governo Alckmin larga na frente e, de olho em 2014, abre espaço no seu governo para o PSC.

O deputado mais querido do Brasil certamente se sentirá em casa no governo Alckmin. Feliciano ornará perfeitamente com os demais quadros arcaicos que compõe o acervo decorativo do palácio dos Bandeirantes.

Entre as peças do atraso, destaque para Ricardo Salles, o jovem secretário particular do governador, fundador do movimento “Endireita Brasil”.

Salles é, como disse Rodrigo Martins em salutar texto publicado na Carta Capital, “o perfeito idiota paulistano“.

Assim como Aécio Neves, chama o golpe de 64 de revolução, e vai além. É contra a Comissão da Verdade, contesta a veracidade dos crimes de tortura cometidos pelo regime que qualifica como “movimento 31 de março” – o que por si só é uma mentira histórica, já que o”movimento” se deu em 1º de abril, coisas do destino…

Voltando para o futuro, esse editor afirma: 2014 será trágico para democracia.

Tende a ser pior que 2010.

Temas que não vão colar: desindustrialização, PIB, câmbio, juros e dívida pública.

A inflação pode a ter dar samba.

Mas os temas que vão pautar a eleição são: aborto, liberdade sexual e direito das minorias.

Esse Fora de Foco, em excelente texto de Bruno Pavan, já anteviu o “ovo da serpente” de 2014. O debate seria ótimo para sociedade brasileira, não fosse o seu viés.

O que dizer desse PSDB de Serra? De Aécio “revolução de 64”? De Alckmin aliado de Feliciano?

O que esperar de Marina Silva, a válvula de escape da classe média em 2010,  e que vai a Brasilia manifestar apoio a Feliciano? 

O que esperar de Eduardo Campos? que disse ter muito em comum com Serra, e anda por aí com Paulinho da Força – ou seria da Farsa? – à tira colo.

O que dizer da presidente Dilma? Que não esboça se quer um gesto de apoio as minorias. O governo da primeira mulher presidente é uma nulidade em políticas afirmativas, seu único dispositivo é a Secretaria Especial de Direitos Humanos e Minorias, da ministra Maria do Rosário, que existe única e excursivamente para tomar pau.

A nossa jovem democracia chegou a um impasse óbvio: direito de minoria não é interessante porque minoria não ganha eleição. Em democracia quem ganha eleição é maioria.

Essa visão arcaica – que Feliciano, do alto de sua mediocridade, conseguiu de forma caricata sintetizar – nos prende ao atraso.

O salto qualitativo na democracia brasileira é uma obra para ser entregue com urgência, mas que, infelizmente, não ficará pronta para copa.

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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2 respostas para Feliciano começa a lucrar. Alckmin quer o PSC para 2014

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