Dilma tem medo dos conservadores

base-aliada

“não tenho nada a ver com isso”

Deu na Folha:

A presidente Dilma Rousseff pretende manter intocadas as legislações sobre aborto e casamento gay, como prometeu em 2010. Mas o governo também não quer se vincular à pauta dos evangélicos, que considera conservadora. No Palácio do Planalto, a tônica na relação com as denominações pentecostais e neopentecostais é uma só: manter uma “união estável”.

De olho nessa estabilidade, Dilma mandou sua equipe tomar distância da polêmica em torno do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP). Críticas, se forem inevitáveis, devem ser feitas ao deputado e pastor, jamais aos evangélicos.

Durante os dois primeiros anos de governo Dilma, a relação do Planalto com as igrejas evangélicas e católica tem sido pulverizada e distante. O diálogo é melhor com as denominações protestantes tradicionais, como luterana, metodista e presbiteriana.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Esse blog, através de seus dois editores, Bruno Pavan e eu, tem dito que a liberdade sexual é o ovo da serpente de 2014.

Embora reconheça que o debate é de fundamental interesse público, esse blog tem uma péssima impressão a respeito do viés com o qual o tema virá a tona.

Um arremedo de 2010, onde as principais candidaturas foram arrematadas pelo discurso mais conservador possível.

Esse modesto editor aconselha o governo a observar com mais cuidado a eleição na Venezuela.

A vitória apertada de Maduro mostra que o chavismo é forte, mas não é o fim da história.

Vencida a miséria como flagelo nacional, incluído os pobres na massa de consumo, outras demandas surgem.

A universalização da “classe” média exige um novo discurso de classe. Um conjunto de valores que confiram identidade ideológica à esta massa que não é uma “classe” em seu conceito clássico, mas uma determinada faixa de consumo.

A consolidação classista da “classe C” deve compreender um enorme contingente populacional que esta se informando e formando opinião, através da internet. É uma massa essencialmente urbana, e vive uma profunda mudança comportamental no núcleo familiar – como mostra o Censo de 2010, são famílias cada vez mais matriarcais.

Esse é o exército eleitoral do futuro, é uma obra em formação.

 

O pós-chavismo de Capriles nos faz lembra da pergunta de Safatle: o que vem depois do lulismo?

Para se governar para história é preciso coragem.

Para se governar até a próxima eleição só é preciso de “governabilidade”.

Dilma precisa sair do armário e se posicionar. O lado que ela escolher deve determinar o futuro do projeto de poder petista.

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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11 respostas para Dilma tem medo dos conservadores

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