Pau no usuário é inconstitucional, diz manifesto de ex-ministros

"eu tenho que manter a minha fama de mau"

“eu tenho que manter a minha fama de mau”

De Julia Dualibi no Estadão:

Daqui a pouco o ex-ministro da Justiça José Gregori entregará a Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Manifesto Pela Inconstitucionalidade da Repressão Penal ao Porte de Drogas para Uso Próprio.

O texto, assinado por outros seis ex-ministros da Justiça, defende a descriminalização do consumo de drogas ao afirmar que “não é legitima a criminalização de comportamentos praticados dentro da esfera de intimidade do indivíduo, que não prejudiquem terceiros”. Entre os argumentos, está o de que o Estado deve “respeito à intimidade e à vida privada dos cidadãos”.

Assinam o documento, além de Gregori, Tarso Genro (2007-2010), Aloysio Nunes Ferreira (2001-2002), Márcio Thomaz Bastos (2003-2007), Miguel Reali Júnior (2002), José Carlos Dias (1999-2000) e Nelson Jobim (1995-1997).

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

A assinatura de Aloysio Nunes Ferreira ao manifesto é sintomático. Quer dizer que a política anti-drogas de Alckmin não constrange só FHC, mas Aloysio também, e por extensão, quem sabe até a José Serra – Aloysio e Serra são dois corpos animados pela mesma alma.

Isso quer dizer, meu bom reaça, que você já tem um líder para chamar de seu.

Geraldo Alckmin é oficialmente o mais poderoso – eu queria usar o adjetivo “expressivo” mas nem o trono da Grã-Bretanha faria de Geraldo Alckmin um sujeito “expressivo” – portanto, o mais poderoso expoente da direita nacional.

A fonte de seu imenso poder – o maior orçamento da União – é uma contribuição inestimável do Estado de São Paulo à democracia brasileira.

O fato de Alckmin constranger FHC e Aloysio não significa que o governador paulista esteja isolado no partido.

O discurso de Alckmin esta cacifado no PSDB. Ele tem poder, tem uma caneta cheia de tinta.

Ele é a única esperança para a consolidação de um palanque café com leite – São Paulo/Minas – para Aécio em 2014 – já que o Serra só pensa naquilo.

Ontem, no programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, apoiou a proposta do governador paulista de diminuir a menor idade penal – muito embora, não tenha especificado se a medida é pra pobre ou pra rico. 

Guerra – um predestinado, diria José Simão – não acha que a medida seja incompatível com o discurso de centro-esquerda, que para ele, caracteriza o PSDB.

Eu tenho a impressão que em breve o PSDB saíra do armário e abandonar as antigas e arcaicas nomenclaturas.

Vai voar de encontro com o seu futuro. E ai, a política anti-drogas de Alckmin não vai mais envergonhar FHC na Suíça, na França…

Em tempo: com relação ao manifesto entregue pelos ex-ministros ao STF. A mudança não virá do Supremo, virá da rua.

 

 

 

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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