Entidades acusam grupo de Daniel Dantas de contratar pistoleiros contra sem terra

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precisa-se … paga-se bem!

Da Carta Capital:

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) junto com a Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetagri) e o Movimento Sem Terra (MST) denunciaram o uso de veneno e a contratação de pistoleiros pelo Grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, contra trabalhadores rurais sem terra que ocupavam a Fazenda Castanhais no município de Piçarra, no Pará.

A denúncia das entidades reforça o relato dos trabalhadores rurais da região, que prestaram depoimento à Polícia Civil de Marabá na última sexta-feira 12. De acordo com o depoimento, o Grupo Santa Bárbara contratou mais de uma dezena de pistoleiros para expulsar as 110 famílias que ocupam o imóvel rural há mais de 5 anos.

A estratégia da empresa, segundo os relatos, seria a seguinte: o Grupo Santa Bárbara contratava pessoas para trabalharem como vaqueiros, cerqueiros ou inseminadores e os instalava na Fazenda Castanhais. Mais tarde, estes funcionários recém-contratados se revelavam como pistoleiros.

Desta forma, esse grupo fortemente armado passava a ameaçar os trabalhadores, interditar as estradas e fazer revistas obrigando todos a tirarem as roupas enquanto eram fotografados, muitas vezes.

Uma denúncia feita por duas trabalhadoras rurais da Fazenda Castanhais à CPT de Marabá, no dia 25 de março, relatava que “um grupo de aproximadamente nove pessoas supostamente pistoleiros, ligadas à fazenda, portanto espingardas calibre 12, 20, 28 e revolveres, arma branca (facas) tem feito guarita na beira da estrada de acesso ao acampamento e ameaçado constantemente as pessoas que trafegam pelo local”.

“As pessoas são obrigadas por eles a tirarem as roupas para serem “revistadas”, são ameaçadas e sofrem agressões”, prosseguia o relato. No dia seguinte à denúncia, houve um tiroteio no interior da fazenda no qual pistoleiros e trabalhadores saíram baleados. A denúncia foi encaminhada à Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá e Redenção.

Nos últimos meses, três acampamentos de sem terra que estão localizados em fazendas do grupo (Fazendas: Cedro, Castanhais e Itacaiúnas), aviões do grupo, que supostamente seriam do grupo, despejaram veneno sobre as roças dos agricultores e sobre as moradias. A denúncia também foi registrada em depoimento prestado perante a autoridade policial na última sexta feira 12.

Outro lado

Em nota, a Agro Santa Bárbara nega veementemente o uso das práticas de que é acusada pela CPT. “A Agro Santa Bárbara é uma empresa legalista, focada na produção de alimentos, uso das mais modernas tecnologias, emprego digno e geração de renda no sudeste do Pará”, diz o texto. ”Essa é nossa razão de ser e de estar na região: trabalhamos para melhorar a vida das pessoas”.

Ainda de acordo com a assessoria do grupo de Dantas, as propriedades do grupo “são invadidas, os funcionários sofrem atentados e fogem para proteger suas famílias, as instalações são destruídas e o medo impera em quem apenas deseja trabalhar”.

Saindo do Foco:

A famosa operação Satiagraha, devidamente sepultada pelo STJ, sustenta que às 500 mil cabeças de gado de Daniel Dantas no possui no estado do Pará são fruto de um mega esquema de lavagem de dinheiro.

É o que se espera de um P.h.d formado no MIT, quando ele resolve criar gado na Amazônia.

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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