O que significa o Bolsa Família?

 

Mesmo sem peixe no prato, querem te ensinar a pescar…

Pro Bruno Pavan

Voto de cabresto é como os conservadores costumam chamar o voto dos pobres brasileiros.

 

A família que não tinha comida no prato, não pode votar no candidato que colocou comida no seu prato. Ela teve seu voto “comprado” e não deveria valer tanto.

 

Ela tem mesmo é que votar em quem fala de “redução de custos estatais” ou “sucateamento da Petrobras”. Se ela não se importa com isso, deixa quem se importa resolver a eleição. É melhor pra todos!

 

O importante mesmo é termos um líder que não quebre os protocolos.

 

O Bolsa Família, por incrível que pareça, ainda é o principal alvo dos pitbulls que ladram desde 2002.

 

É aqui que entra a teoria do “não pode dar o peixe, tem que ensinar a pescar”.

 

Outro argumento usado é o do: “trabalho duro para sustentar bolsa vagabundagem”.

 

Mas, pra quem é interessante o Bolsa Família?

 

Mais do que dinheiro do governo para famílias pobres, o programa, dentro da economia, tem um efeito multiplicador bem interessante.

 

Cálculos feitos pelo Insper mostram que cada R$ 0,04 gastos pelo governo no Bolsa Família, aumenta o PIB nacional em R$ 1.

 

Quer dizer, o país cresce como um todo. Não é só os “miseráveis que votam pro um prato de comida” que ganham. Você também ganha.

 

Se não quiser acreditar neste modesto blog, acredite então no economista Naercio Aquino Menezes Filho, professor da FEA, e no Estadão, esse baluarte bandeirante no século XXI. (Dados de 2008)

 

Se isso não te convence, amigo reaça, não tem problema. Uma rápida procura naquele que tudo sabe (o google), te mostra muitas outras informações.

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) diz que programas como o Bolsa Família contribui com a redução do trabalho infantil no mundo. “O relatório demonstra claramente que investir na proteção social por meio dos pisos de proteção social definidos em nível nacional é uma parte fundamental da resposta na luta contra o trabalho infantil, que inclui também o acesso a empregos decentes para os adultos e a educação para as crianças”, disse a diretora da organização, Constance Thomas.

 

“Novas” preocupações da sociedade, como a emancipação das mulheres, também são em parte supridas pelo Bolsa Família.

 

O benefício, que é entregue para a mulher da casa, já tirou muitas delas de casamentos infelizes e agora elas tem direito a um mínimo de vaidade.

 

A antropóloga Walquiria Domingues Leão do Rêgo testemunhou que muitas mulheres que vivem em lugares miseráveis no Brasil tiveram a oportunidade de comprar um batom pela primeira vez na vida. Muitas também tomaram a iniciativa de se separar de seus maridos que as maltratavam.

 

Diante do assédio dos homens da casa em querer ter na mão o dinheiro, Walquiria ouviu de uma das entrevistadas: “este dinheiro é meu. O Lula deu pra mim cuidar dos meus filhos e netos. Pra que eu vou dar pro meu marido agora? Dou não!”

 

Amigo reaça, eu sei que dói em você ouvir isso, mas seja forte: esse cara que não se formou em faculdade, perdeu o dedo no torno e fala errado, teve muito mais visão da nação brasileira do que seu ídolo que estudou na França e escreveu dezenas de livros.

 

Tudo isso porque o “nove dedos” implantou um projeto nacionalista. O Brasil cresceu olhando para o Brasil e não pra fora.

 

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