Olhar pra trás no momento certo: há coisas que não podem se repetir

Uma música de roqueiros da década de 80. Espero não me decepcionar!

Por Bruno Pavan

Eu não vi o Brasil ser Tri.

Não conheci Che e não vivi a época de suas revoluções.

Não vi a banda de Chico passar cantando coisas de amor.

Não vi a ditadura militar dominar o Brasil por 21 anos.

Nasci em 1987.

Minha geração é a de Bebeto-Romário, de FHC, de Lula, de Dilma, de eleições a cada quatro anos e da liberdade de expressão.

Diferente de não viver é não saber.

Como diz aqui o Pablo Villaça, os jovens brasileiros não podem transformar em uma luta tão distante do seu tempo a das diretas no país.

Ela aconteceu na década de 80, mas deve continuar pra sempre. Como diz um conceito básico da História: conhecer o passado para entender o presente.

E a luta nem é tão antiga assim. Os últimos três presidentes brasileiros lutaram contra a ditadura e estão vivos pra contar a história.

Tudo bem que em campos diferentes da luta política, mas, quando estes estavam do mesmo lado, lutaram contra os verdadeiros terroristas.

Alguns anos atrás, em uma roda de amigos, chegamos a conclusão de que uma página da história seria virada daqui a alguns anos, quando elegeríamos um presidente que não tinha idade para lutar contra a ditadura nas Diretas.

Ledo engano. A história está fazendo a justiça nesse momento. Os que foram perseguidos pela ditadura estão tendo a sua hora no poder. E vão passar o bastão em seu tempo para aqueles que virão depois.

Claro que muitos dos “de lá” também estão. Mas isso é reflexo de uma jabuticaba chamada Lei da Anistia, que pode começar a ser revista se a Comissão da Verdade descobrir quem matou Jango.

Um futuro também se faz olhando para trás na hora certa. Para as coisas certas.

Saber sobre o tempo da ditadura não é revanchismo daqueles que tiveram “meia dúzia de unhas arrancadas”, servirá muito mais para os que vão tomar o país nas mãos em breve.

É necessário saber quem estava de que lado da luta.

Separado sim, como nos mais antigos e infantis contos, entre bem e mal.

 

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2 respostas para Olhar pra trás no momento certo: há coisas que não podem se repetir

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