Do outro lado da ponte

uma ponte atravessa o muro

uma ponte atravessa o muro

 

O Fora de Foco da as boas vindas a coluna “Do outro lado da ponte“, da colaboradora Simone Freire, especialmente aqui para o blog. Seja bem vinda Simone!

***

Quando meu querido amigo, Murilo Henrique, me comunicou da sua ideia de iniciar um blog “despretensioso”, logo desconfiei. Mesmo para os que menos o conhecem sabem que “despretensioso” não combina muito com o “cara de Bragança”, o “Braga”. O Fora de Foco nada tem de despretensioso. E é esta a minha opinião, e ainda bem!

Em seu post de abertura, os dois editores deste blog fizeram questão de explicar seu propósito: “Um espaço pra quem não se leva tão a sério e se interessa pelo senso incomum. Um espaço que tem lado, mas que não tem “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Com certeza, não devo ser a única que não leva tão a sério o que escreve, se incomoda com o senso comum; tem lado, mas não aquele velho formado sobre tudo. Por isso, resolvi abraçar a causa e colaborar.

A maioria dos meus queridos reaças – se não todos – sabem que existe “desigualdade social” no País. #ótimo, #issomesmo, #a favelaagradece

Mas, o que poucos reaças, quase nenhum – ou nenhum – reaça nato sabe é que mesmo refém desta histórica desigualdade social a galera aqui “do outro lado da ponte”, aqui da periferia, aqui da favela; tem voz, tem opinião, tem família, também quem ama, chora, ri, lê e escuta Chico Buarque, escuta Nina Simone, Elis Regina, Racionais, Consciência Humana, Seu Jorge, Calipso, lê Marcelino Freire, Mia Couto, Cuti, Patativa do Assaré, Dostoiévski, Paulo Coelho… (ainda não esqueço quando fiquei sabendo que o menino lá da Fundação Casa leu um livro do Dostoiévski em dois dias! O foda é que a gente se espanta com isso quando, na verdade, não deveria! Deveria ser normal, saca?)

Ixi, muita coisa “do lado de cá”. Tem uns que gostam mais de uma coisa, outros gostam mais de outra. Aqui também existe a crítica! Estive pensando e acredito que a periferia é um caldeirão cultural fervendo! #fato. Eu só não sei se a primeira coisa queimada foi o “preconceito”. Mas isso é papo para um outro post.

Enfim, acho que já deu pra perceber um pouco da minha colaboração para este “despretensioso” (rs) blog. Papos, críticas, notícias, dicas, eventos, eventualidades, ou seja lá o que for, assim, de forma bem despretensiosa, algumas coisas que acontecem aqui na terrinha que nosso reaças preferem ignorar que existe: a periferia.

Sem verdades verdadeiras, esta é apenas a minha forma de levantar a discussão. Críticas são bem-vindas. Ta aí, também incluam no menu o “Do outro lado da ponte”.

Axé,

 

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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Uma resposta para Do outro lado da ponte

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