Ode àquilo que eu chamo de felicidade

Sábio Vinicius… “…e não deixe de ser nunca a eterna dançarina Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável”

 

Por Bruno Pavan

No mundo capitalista, é comum de se ouvir que se deve “andar na corda bamba”, “correr riscos”.

O nosso bravo capitalista sempre se arrisca para lucrar mais. É uma regra simples e antiga no mundo dos negócios.

Não há nenhum charme nisso. Muito pelo contrário, isso torna as pessoas mais pilhadas e sem tempo pra nada.

Mas há um “andar na corda bamba” muito mais charmoso e lúdico e que esse editor valoriza muito.

Este que vos escreve tem a fama de ter um gosto peculiar para as mulheres.

Talvez seja verdade mesmo.

Pode-se dizer que seja um pouco renascentista, onde as mulheres mais nutridas eram as mais valorizadas pelos homens, pois se concluía que eram de famílias mais ricas e que dariam “bons partos”.

Um padrão de beleza tão cruel e segregador como todos os padrões de beleza.

Os renascentistas, no entanto, nada tinham de paleolíticos.

A teoria deste editor, para as mulheres que “andam na corda bamba”, é tão superficial quanto a porção de amendoim que ele degustava enquanto a paria.

Gosto mesmo é daquela que está sempre a um quindin de se descabelar pela calça que não fecha.

Daquela que soa frio quando vê um pote de Nutella pela frente e, pega com a boca na butija, promete a ela mesma que vai compensar o doce excesso na academia.

Mas sempre vai preferir ir pra casa comer sorvete, ou se encontrar com aquele carinha gordinho do escritório no fim do expediente do que se apresentar ao personal trainer com aquela insossa barriga dividida.

Sua mania de mentir pra si mesma também é muito valorizada por este rapaz latino americano. É a humanidade na mais pura forma.

Se você soubesse, minha musa, o quanto é charmoso esse seu culote.

O quanto é valorizada essas duas covinhas que tens na parte de trás da cintura.

Esse furinhos tão imperfeitamente perfeitos que moram aí…

Desligaria essa esteira que te faz correr pra lugar nenhum e aproveitaria os sorrisos que as ruas tem pra te oferecer.

Vá, pegue aí essa porção extra de batata frita e compense com seu refrigerante zero.

 

(E se você tiver a mesma preferência que eu, aqui está um presente)

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