A Virada Cultural e a plenitude da Cidade

Não dá pra descrever/ Em uma linda frase/ De um postal tão doce

Por Bruno Pavan

Este final de semana aconteceu a Virada Cultural em São Paulo.

Você já deve estar sabendo que houve duas mortes e vários arrastões nos eventos que aconteceram.

A virada é uma grande ideia que nasceu na gestão José Serra na prefeitura de São Paulo.

E que sempre teve e sempre terá problemas.

Problemas que tem de ser resolvidos de cabeça erguida. Com o sentimento de cidadania aflorada e nunca com covardia.

Normal seria ser tomado o caminho mais rápido da diminuição ou quem sabe a extinção da virada.

Mas ser cidadão não é fácil.

Melhor seria pagar caro num ingresso em um show qualquer numa grande casa pela Cidade, ficar com a sensação de segurança, pagar um taxi e voltar pra casa.

Não é fácil encarar frio, transporte público, aglomeração de gente para ver shows mesmo que gratuitos.

Mas o mundo não é uma grande área VIP.

Pra melhorar a sua vida, a saúde, a segurança, o transporte… o melhor é agir como cidadão.

Na plenitude.

Se utilizando do que o Estado oferece e reclamando do que não for do seu agrado.

A Cidade é de todos. Ela não tem cerca. Não tem cordão de isolamento.

A Virada Cultural é a chance de vivê-la, com todos os seus defeitos e todas as suas qualidades.

A Cidade não tem SAC que você pode ligar para um telemarketing, reclamar de algum serviço e ter seu dinheiro de volta em 7 dias úteis.

O fato de você ser um “igual” nas ruas do centro é um fator de afastamento de quem não se considera “igual”.

Você é habitante deste local, mas o cara ali que bebeu todas também é. E vocês estão participando do mesmo evento. Simples assim.

É lamentável que aconteça mortes e arrastão na virada cultural. Assim como é lamentável que aconteça truculência policial em “desocupações” em favelas, como é lamentável que aconteça arrastão em restaurante em bairro rico ou que se espanque mendigos em qualquer lugar da cidade.

A Cidade, como todos nós, tem defeitos.

Narciso acha feio o que não é espelho.

O melhor que se tem a fazer é chamá-la de realidade.

Mesmo ela sendo o avesso, do avesso, do avesso, do avesso…

Leia aqui análise de Pedro Alexandre Sanches sobre o evento.

Assista ao vídeo de Mano Brown, falando de cidadania, na Virada 2013

 
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5 respostas para A Virada Cultural e a plenitude da Cidade

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