Estatizem a Playboy

 

Se a Playboy acabar… o Brasil tem que parar

Por Bruno Pavan

Em véspera de dia dos namorados, Xico Sá, esse resistente, veio a tona com um frio e real pensamento: “A solidão não vende um picolé de coco”.

Hoje as decisões se resumem em números, azuis ou vermelhos, principalmente na mídia.

Não se engane, caro colaborador, dinheiro existe, ele só está parando em outras mãos.

O jornalismo não tem mais aquele glamour.

Não há mais Nelson Rodrigues, que mesmo sem enxergar quase nada, contava aos torcedores o que eles tinham visto no Maracanã.

O jornalismo fica cada vez mais frio e distante do cotidiano do cidadão comum.

E, na semana do dia dos namorados, eis que aparece a notícia do fechamento da Playboy.

Os filhos de Roberto Civita nem mesmo aguardaram o pai esfriar para derrubar o castelo e parte da juventude de muitos brasileiros.

Marcelo Rubens Paiva diz: a Playboy não acabou, acabaram com ela.

A internet tomou o seu lugar.

O que será dessa geração que vê pornografia sentado por trás de sua cadeira e de se seu anonimato?

Junto com a Playboy acaba a necessidade de fazer amizade com o dono da banca.

Pra esconder o último exemplar com ele se você não aparecer no dia para pegar.

Ou então pro menino de 14 anos conseguir obter o seu exemplar.

A revista existiu por 35 anos.

É possível traçar vários estudos sobre a sociedade a partir da Playboy.

As mulheres da década de 70 são muito diferentes das de hoje.

Os homens da década de 70 são muito diferentes dos de hoje.

O solitário, que antes de tudo é um bravo, em plena véspera de dia dos namorados, descobre que perdeu um aliado.

E é aí que nós do Fora de Foco tivemos uma ideia.

Ao invés de luto e bandeira a meio pau, resolvemos ir a luta.

Vamos estatizar a Playboy.

A Playboy não pode acabar.

Ora, se isso não for questão de intervenção estatal, eu não sei mais o que é.

Convoco a todos, independente de posições políticas, a defender esse patrimônio nacional.

Vamos reunir Hortência, Maitê Proença, Claudia Ohana, Beth Faria, Marisa Orth, Marina Lima, Tiazinha e várias outras.

Porque assim como eu e você, amigo colaborador, ficaremos órfãos, as ex-bbbs e panicats também ficarão.

Na fria madrugada, enquanto todos nossos amigos postam fotos com seus pares no Instagram, Facebooks e Twiters da vida, que o papel e a imaginação sejam nossos companheiros.

***

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