Não adianta por no gráfico. Tem que por na rua

Éramos muito mais que 65 mil

 

Pro Bruno Pavan

 

Não é fácil entender o que se passa nas ruas do Brasil.

 

Os dois editores deste espaço foram ao encontro do povo ontem, nos protestos em SP.

 

Uma das conclusões é que a crise dos partidos está nas ruas.

 

Chegaram no fim de sua caminhada, o poder, e por lá ficaram.

 

A outra é que a planilha não basta pra governar.

 

Não adianta só por no gráfico.

 

Governos sempre tiveram que descer do gabinete pra sentir as ruas.

 

Aqui no Brasil, parece que esta atitude estava saindo de moda.

 

Ficam presos aos gabinetes com ar-condicionado.

 

Pros interessados na política grande, dos milhões, do tempo de TV e dos grandes cargos, é difícil entender o que está nas ruas nesse momento.

 

Quando se distancia das ruas, os partidos pagam um preço alto.

 

O que eu vi ontem, da Faria Lima até a Ponte Estaiada, foram manifestantes felizes, apesar de descontentes.

 

“Que coincidência, não tem polícia, não tem violência”, foi o grito mais ouvido, sempre quando se passava na frente dos (poucos) carros e motos da PM pelo percurso.

 

Tinha bandeiras de partidos de esquerda.

 

Tinha gritos de protestos contra Alckmin, Haddad e Dilma.

 

Tinha brancos, negros.

 

Pobre, classe média, ricos.

 

Machistas e feministas.

 

Politizados e alienados.

 

E tinha muitas faixas e gritos contra a Globo.

 

Inclusive a manifestação foi até a frente da emissora, na zona sul de SP.

 

Então, àqueles com medo do bumbo da população ser cooptado, tirem o cavalinho da chuva e se refugiem embaixo de outro guarda-chuva, se quiserem.

 

Ou então procurem entender que esse modo de fazer política, do planalto, esquecendo-se da planície, não serve.

 

Sobre os reaças no protesto: São Paulo é uma cidade reacionária.

 

Viviam os convidando para “ir pra rua” agora querem que eles voltem pro apartamento?

 

Engraçado é pedir cidadania e querer pautar quem entra e quem não entra na manifestação.

 

Se o PT se distanciou dos movimentos sociais e não dá voz mais aos estudantes, eu não posso fazer nada.

 

Isso dá margem pra alienados saírem às ruas com narizes de palhaço e outros acessórios, diria eu, cansados.

 

Estou vendo agora (hoje pela TV) que a manifestação tomou a frente da prefeitura de SP.

 

Cerca de 50 mil pessoas, de acordo com o Datafolha.

 

Até quando vocês vão fechar os olhos por que está acontecendo, governantes?

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2 respostas para Não adianta por no gráfico. Tem que por na rua

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