O problema da política só se resolve com mais política

 

Por Bruno Pavan

 

Cada dia que passa é mais difícil saber do que se trata politicamente os protestos que ocorrem por todo o Brasil.

 

É 64 ou 68?

 

O que virá depois disso?

 

Algumas perguntas dessas foram feitas por este curioso blog.

 

Uma tese que parece implacável, é de que vemos a derrota dos partidos como eles são hoje.

 

Não basta só por no gráfico se existem milhões fora dele.

 

Ontem foi vistas inúmeras cenas de manifestantes sendo hostilizados por estarem munidos de bandeiras de partidos nos protestos.

 

A atitude truculenta é de responsabilidade dos próprios partidos.

 

Que cada dia mais tem vergonha de dizer seu nome e o que veio fazer.

 

E a rapaziada está sentido falta de um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim, já disse despretensiosamente, Paulinho da Viola.

 

Bandeiras vermelhas que em outro tempo foi a resistência, hoje são vistas como representantes do status quo.

 

Quando não se tem partido, se abre pretexto para os que não sabem o que dizer.

 

Mas sabem que existe vontade de dizer.

 

O que era a justa e pontual manifestação contra a lamentável qualidade do transporte público no Brasil se transformou na geleia que não se pode ver começo, meio e fim.

 

Se abre o espaço para discursos pedindo impeachment da presidenta, do governador e do prefeito.

 

Se vê e ouve claramente a falta de politização de grande parte dos presentes.

 

É sempre perigoso prever o que pode acontecer após o desfiles do coro dos descontentes.

 

Podemos ver tomar corpo o discurso da antipolítica, que todos sabemos onde pode desaguar.

 

A Itália, que vivia uma crise política e econômica muito maior que a nossa, passou por esse problema recentemente, como me lembrou o editor Murilo Silva.

 

Beppe Grillo, que fundou um movimento na internet que foi pras urnas nas eleições parlamentares do país, disse que queria “livrar a Itália dos políticos”.

 

Talvez você já tenha lido isso em tuíteres de comediantes brasileiros, roqueiros reacionários ou daquele “jênio” das mídias sociais que apresenta aquele programa de humor “cheiroso”.

Livrar qualquer país dos políticos é, por exemplo, entregá-los aos militares.

 

Um Congresso igual a esse que temos é melhor do que nenhum Congresso.

 

Por incrível que possa parecer, o que o Brasil precisa agora é de MAIS política.

 

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