O bebê, a água da bacia e as barbas de molho

Atenção para a palavra de ordem…

Por Bruno Pavan

Este blogueiro se encontra com “as barbas de molho”, como dizem os antigos.

Ele, junto com o outro editor deste espaço, foi a manifestação na segunda-feira.

A crise dos partidos, era visível, estava nas ruas.

Mas isso deu espaço pro vazio discurso da “antipolítica” sendo que o problema da política só se resolve com mais política.

O que aconteceu ontem em SP é que o gigante se mostrou um grande “comentarista de portal”.

Aquele que odeia todos os partidos, mas que odeia também todos os movimentos sociais organizados.

O MST, com anos de luta e que nunca dormiu, foi escorraçado dos protestos de ontem.

Bandeiras de movimentos LGBTS e do movimento negro foram queimadas.

Skinheads esperavam quem estava de roupa vermelha e bandeira de partido e partiam para agressão.

Hoje é dia de ressaca.

Dia de ver o que vai acontecer com esse movimento cada vez mais conservador nas ruas.

Este editor procura não entrar no oba-oba: o movimento foi legítimo enquanto a sua pauta eram os R$ 0,20 e a melhoria no transporte público.

Tinha branco, preto, pobre, rico, estudante, trabalhador…

E era um movimento de esquerda, como explica aqui, de forma bem didática, PC Siqueira e Diego Quinteiro.

O Passe Livre virou a chave de muita gente.

E conseguiu o que queria em várias capitais: a redução no preço da passagem.

E principalmente depois de quinta-feira (13/06), colocar a discussão da violência policial em pauta.

A grande mídia viu a oportunidade de virar também.

O que, de manhã, nos editoriais, era “a PM tem que manter a ordem”, no outro dia virou: “a maioria esmagadora dos manifestantes são pacíficos”.

O MPL, sabiamente, se recolhe por um tempo

A mobilização foi sequestrada pelos contra o aborto, contra os partidos, contra tudo que esta aí e contra a inspeção veicular.

Os movimentos sociais talvez não devam sair das ruas.

Ou deviam, mas com causas próprias e pontuais.

Como disse o editor Murilo Silva, talvez vivêssemos num impasse.

Não devemos jogar o bebê fora junto com a água suja.

Hoje terá um evento na Praça Roosevelt com inúmeros grupos que foram hostilizados ontem em SP.

Com foco, puro e simples: contra o projeto de cura gay de Marco Feliciano na CDHM da Câmara.

Foram pra arena das ruas.

O ilustre Senador Cristovam Buarque, surfa na onda dos jovens direitistas.

E, em histórico discurso (não encontrei outra palavra), defendeu que se extinguisse todos os partidos.

Assim como no AI-5.

Este editor, humildemente, dá um conselho ao Senador: entregue seu cargo.

O ar que paira no país não é dos melhores.

É uma espessa névoa que não deixa a gente ver mais a frente.

O que resta ao governo é se comunicar.

(Não sei como e nem quando…)

E se manter de pé.

Não acredito em nenhuma espécie de golpe.

Nossas instituições são minimamente estruturadas e não hão de cair com o sopro do lobo descontente.

Mas, quem estiver nas ruas, siga o sábio conselho de Gal Gosta: mantenha-se atento e forte.

E atenção para o refrão!!!!

Anúncios
Esse post foi publicado em Brasil e marcado , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para O bebê, a água da bacia e as barbas de molho

  1. Pingback: Marina Silva apoia candidatura sem partido |

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s