Fascistas passarão, mas o que vai ficar?

Ninguém sabe nada…

Por Bruno Pavan

A poeira das ondas das manifestações está baixando no Brasil.

Depois da saída do movimento Passe Livre das ruas – que vai pra periferia, aquela que nunca dormiu – as pautas vão ficando cada vez mais ambíguas e o caminho, na opinião deste editor, é que o movimento mingue nas ruas.

Muitas ideias para serem colocadas nas gavetas, é como alguém que tenta arrumar seu guarda-roupa, joga todas as roupas no chão para depois ver o que vai e o que fica.

E onde vão ficar.

Saindo os neo-nazistas das ruas, o que sobra é uma grande massa que se mostrou indignada.

A rede jogada dessa forma tão aberta – corrupção, mensalão, educação, saúde, PEC 37 etc – é normal.

Eu não sei fazer música, mas eu faço, já cantavam os Titãs

Alguns desses que estão nas ruas, querem fazer música.

A sua própria música.

E precisam de uns acordes iniciais para fazê-la.

Um erro seria colocar todo mundo num mesmo saco.

Seria mais um erro dos inúmeros que os partidos cometeram nos últimos anos de democracia brasileira.

Não adianta só por no gráfico.

Não adianta o PT, depois de anos longe das ruas, dos movimentos sociais, sair empunhando bandeiras.

A esquerda, que sempre conquistou corações e mentes dos jovens, tem uma oportunidade grande de se reinventar agora.

É preciso mostrar aos que estão nas ruas, que muitas das pautas levantadas por eles, já são pautas de movimentos sociais há muito tempo.

Mas tem que deixar a arrogância de lado.

E mostrar o caminho da esquerda e da democracia pra esses que querem algo pra chamar de seu.

Não se trata de ser oportunista, se trata de plantar uma sementa na cabeça dos descontentes.

É hora de apresentar instituições como o Ministério Público e figuras como Roberto Gurgel e Daniel Dantas.

É hora de mostrar que o país é composto de três poderes e que o presidente – eleito pelo voto – comanda um deles.

Que a prefeitura da sua cidade não pertence a um partido.

Muitos destes que gritam sem ter muita coisa a dizer, tem o desejo de saber mais.

Claro que os que querem fazer política com ursinho de pelúcia – Marina Silva, Heloísa Helena –  serão as primeiras da fila dos “sem partido”.

Mas, se os movimentos sociais e partidos os tratarem como inimigos, eles vão continuar sendo os rebeldes do eu sozinho.

Quem está nas ruas pra destilar discursos de ódio e pra tomar uísque com energético em clima de micareta, passarão.

Aqueles que ficarem com uma semente plantada germinando na cabeça, passarinho.

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