Marina Silva apoia candidatura sem partido

podemos pegar um atalho

podemos pegar um atalho?

Por Murilo Silva

O bloco dos oportunistas não para de crescer. Começou com Cristovam Buarque, senador do Distrito Federal, pelo combalido PDT.

Na tribuna do Senado, Buarque defendeu o fim dos partidos (veja o vídeo aos 3 minutos). Uma reivindicação apolítica que vem da rua.

Esse blogueiro se pergunta: porque ele não deixa seu combalido partido, seu cargo no Senado, que ele ocupa à onze anos, e não vem abraçar essa bandeira na sociedade civil?

Em seguida, na onda da imprensa, veio a revoada tucana, transformando a crise da classe política, de todos os partidos, numa crise do governo Dilma. No fundo, aliás, no raso mesmo, eles só pensam em 2014.

Agora, Marina Silva, que está com dificuldades para montar sua REDE, fala em ser candidata de si mesma.

Recententemente, a lei que barra o acesso dos novos partidos ao Fundo Partidário, foi liberada para ser votada no Senado.

A votação tinha sido barrada por uma liminar do ministro Gilmar Mendes, derrubada na semana passada pelo plenário do STF. A lei, uma vez aprovada, mata a REDE.

Para sociedade, o fim dos partidos significa cair no discurso fácil do autoritarismo. Não existe nenhuma democracia moderna sem partidos.

Os partidos de hoje não tem representatividade, estão em crise, alguns falidos. Mas o desafio é mudá-los, revolucioná-los.

Acabar com eles é jogar a água suja da banheira com a criança dentro.

Não é bom para sociedade, porque não é bom para democracia.

Mas talvez seja bom para Marina Silva.

Ser candidata de si mesma é uma forma de se apresentar como uma das forças progressistas da sociedade e, ao mesmo tempo, abraçar o pastor Marcos Feliciano sem o menor constrangimento.

Veja a nota do UOL:

A ex-ministra Marina Silva afirmou que o Brasil vive uma crise civilizatória e disse que defende candidaturas independentes, sem partido. As declarações foram dadas no fechamento do Fórum Mundial de Meio Ambiente, em Foz do Iguaçu.

“Desde 1996, quando fui para a Itália, voltei com a ideia de um projeto de lei para candidaturas independentes. Os partidos não são concorrentes idôneos porque eles têm o monopólio da política. Isso gera uma distorção, uma crise em que os representantes usurparam o lugar dos representados”, afirmou.

Marina também comentou os atuais protestos que atingem o país […]

“Elas querem quebrar o monopólio dos grandes partidos, que só discutem o poder pelo poder, e não um modelo de país. Essas mobilizações são legítimas e não podemos ignorar, por alguns atos de vandalismo, os milhões que estão dizendo o que querem para o Brasil no futuro”.

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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2 respostas para Marina Silva apoia candidatura sem partido

  1. Francisco Jaime Fundão Maciel disse:

    Compartilho a ideia de candidaturas independentes para o poder legislativo por acreditar que algo precisa ser feito no sentido de melhorar as decisões a serem tomadas na condução do país.
    Entendo que se começarmos tal mudança mesclando as candidaturas independentes com as partidárias no poder legislativo na proporção de um terço das vagas para as candidaturas independentes ja é um bom começo.
    Na certeza de

  2. Francisco Jaime Fundão Maciel disse:

    Compartilho a ideia de candidaturas independentes para o poder legislativo por acreditar que algo precisa ser feito no sentido de melhorar as decisões a serem tomadas na condução do país.
    Entendo que se começarmos tal mudança mesclando as candidaturas independentes com as partidárias no poder legislativo na proporção de um terço das vagas para as candidaturas independentes ja é um bom
    começo.
    Na certeza de melhoras tal vivencia abrirá espaço para também se praticar as candidaturas independentes na esfera executiva.

    Na certeza de

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