Ao, Ao, Ao… FHC é imortal!

não perde mais...

não perde mais…

Por Murilo Silva, 

Fernando Henrique Cardoso acaba de ser agraciado com o fardão da imortalidade na Academia Brasileira de Letras.

A obra intelectual de FHC é inquestionável – pelo menos através da parca sociologia que esse blogueiro estudou no bar do Paraty, à margem sul da PUC-SP.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo marxisista e político neo-liberal, que ficou famoso pela frase: “esqueçam o que eu escrevi“, agora terá a eternidade para refletir sobre sua obra.

Ele já começou a hercúlea tarefa com o “Relembrando o que escrevi“, lançado em 2010, pela editora Civilização Brasileira.

O título reuni artigos do ex-presidente, trechos de entrevistas e ensaios que remontam seu pensamento entre 1976 e 2002.

É um dos três ou quatro – esse editor não se deu o trabalho de checar ao certo – cozidões que FHC lançou desde que saiu da presidência.

No Olimpo das letras, além de Paulo Coelho e Merval Pereira, FHC vai encontrar com seu ex-vice, Marco Maciel, e com o presidente Sarney, que aliás, foi um dos primeiros a incentivar a eleição de FHC para a Academia.

Sobre as preferências políticas da ABL (veja aqui um exemplo contundente) e sobre como se dá a passagem da humanidade para imortalidade, esse blogueiro pede a devida vênia ao caro colaborador para invocar as memórias do último ditador brasileiro.

Segue um trecho revelador do relato feito pelo presidente João Baptista Figueiredo ao repórter fotográfico Orlando Brito:

Eu era presidente e o Sarney veio me pedir apoio para concorrer à Academia Brasileira de Letras.

Respondi a ele que isso era uma coisa incorreta.

Primeiro, eu achava muito desleal ele, como presidente do PDS, concorrer.

Depois, se ele viesse a ganhar, eu teria de ter o dissabor de ir lá na posse dele, Eu até falei: ‘Sarney, Sarney, deixa isso de lado. Você só tem aquele livro do negócio dos marimbondos e dois ou três sonetos. Eu, por exemplo, livro não tenho. Mas sonetos, garanto que tenho mais que você. Desiste disso.’

Mas ele não desistiu. Taí, acadêmico, imortal.” (revista Veja edição 1631, 12/01/2000).

Registros históricos à parte, esse blogueiro felicita o ingresso de Fernando Henrique Cardoso no Petit Trianon, embora torcesse por outro candidato

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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