Empatirol: o remédio pro século XXI

Por Bruno Pavan

A psicologia tem uma coisa chamada empatia.

O conceito significa a capacidade para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação que ela.

A falta dela pode provocar situações bizarras como a responsabilização de uma vítma de estupro pelo acontecido por ela, já que vestia uma roupa curta demais.

Não, amigo colaborador, não será preciso buscar uma cerveja, a psicologia de boteco deste displicente editor para por aqui.

Em época da Copa das Confederações e protestos, empatia foi um produto em falta nos mercados por aí.

No MaracanaX, durante a final Brasil x Espanha, os brancos que assistiriam ao jogo ficaram impressionados com um instrumento do lado de fora da “arena”: o caveirão.

Ele estava lá para proteger de quem quisesse “estragar o espetáculo” disse o paramentado senhor que mora no exterior.

O caveirão, contudo, não é um veículo que faz parte de um filme de ficção.

Ao contrário do quase turista, muita gente do Rio de Janeiro conhece o caveirão intimamente.

E o conhece não parado para os frequentadores do MaracanaX tirar foto.

Conhece passeando pelas ruas da favela onde moram e atirando em quem atrapalha a ordem.

É a reação aos que se considera inimigos.

Como na semana anterior a partida que o Bope, atrás de traficantes na Favela da Maré, matou nove pessoas.

Três delas inocentes.

Como disse o deputado Marcelo freixo: “nenhuma polícia do mundo pode escolher que deve viver e quem deve morrer”.

A roleta russa pode ser cruel…

Marilena Chauí é certeira: a classe média é violenta, fascista e ignorante.

E quando coloca o pé pra fora do país, se esquece de que, aqui, a arte é de viver da fé…

As operações nos morros cariocas e as UPPs implantadas é a maior porva de que a guerra contra as drogas fracassou.

O novo bussiness plan é: desarmar os traficantes mais deixar intocável a venda de drogas.

Ou alguém acha que ficou mais difícil comprar drogas no RJ com as UPPs?

Mas, é claro, como não há um debate sério sobre a legalização das drogas no Brasil, o caveirão continua passeando pelos morros.

Infelizmente, me lembro de Zeca Baleiro: falta da empatia não cura com aspirina.

Pra esse lado o gigante, que tem garras e dentes, não olhou…

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3 respostas para Empatirol: o remédio pro século XXI

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