2014: menos solucionáticas, mais problemáticas…

“Vejo tantos portos, não há onde atracar/ Já não existem laços, alguém cortou/ Trac, trac, trac”

Por Bruno Pavan

Este blog não sabia do resultado da pesquisa Ibope quando sugeriu que Dilma destruísse seu muro ideológico.

Dilma perdeu 28 pontos desde a última pesquisa do instituto e caiu de 58% para 30%. Marina Silva ganhou 10 pontos passando de 12% para 22%, o tucano Aécio Neves subiu de 9% para 13% e Eduardo Campos passou de 3% para 5%.

Pontos que devem ser levados em consideração perante a essa enxurrada de números: o ex-presidente  Lula lidera de fato a pesquisa com 41% das intenções de votos.

O fato de Lula não ser mais vidraça e ter deixado o cargo com grande aprovação são os fatores responsáveis para colocá-lo na lembrança dos eleitores entrevistados.

Mas isso não quer dizer que sua vitória seria mais fácil do que a de sua sucessora.

O próprio ex-presidente  toma o cuidado de não alimentar sua candidatura para 2014. Jura de pés juntos que vai apoiar a reeleição de Dilma.

Ao contrário daqueles que adoram colar uma imagem caricata no “ex-presidente que não desencarna do cargo”, este editor acredita que a volta em 2014 realmente não passa pela cabeça de Lula.

Em um cenário eleitoral, aquele que você aparece todos os dias e está no centro do debate, ele vota a ser vidraça e representar a classe política, tão por baixo nessa temporada de protestos.

O perfil gerentona de Dilma agradou a classe média até a página 2. Mas agora a falta de jogo de cintura política passa a imagem de um governo empacado, que não consegue governar mesmo com uma extensa base aliada.

A resposta rápida porém desastrada da presidenta aos protestos não convenceu a massa de eleitores.

Que me desculpe Dadá Maravilha, mas este editor não tem a solucionática para o problema que vive o governo Dilma.

Mas acredita que a eleição do ano que vem será a mais “animada” desde 2002.

Ela começa sem favorito.

Mas, ao que tudo indica, começará também sem projeto de país.

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