Nuvens esfumaçam 2014. Melhor para Dilma

 

Por Bruno Pavan

Nublado. Este é o cenário eleitoral brasileiro faltando menos de um ano e meio para os eleitores apertarem a urna.

O gigante, aquele meio moribundo que abriu um olho, espantou uns pernilongos e, ao que parece, voltou a dormir, mexeu nos números.

As intenções de voto de Dilma caiu de 51% para 30% na ultima pesquisa Datafolha, quando as ruas pulsavam.

Marina e Aécio, os dois principais candidatos de oposição, subiram e alcançaram os calcanhares de Dilma.

Eduardo Campos, que já não é tão candidato quanto era meses atrás, subia devagar.

A nova pesquisa do instituto, divulgada na semana passada, mostrou que o sangue de Dilma já foi estancado. Cresceu de 30% para 35%.

Isso deve esfriar os ânimos dos simpáticos ao volta Lula, que este blog acredita que não acontecerá.

Nesta tese, este espaço tem também a companhia do presidente do PT, Rui Falcão, que na Pauí deste mês declarou que “não tem isso de ‘Volta Lula’”, mesmo que depois complete: “é evidente que, se no ano que vem a presidenta não estiver bem nas pesquisas, é natural que ele se apresente.”

Talvez a figura do ex-presidente se apresentasse com mais força se o pessebista Eduardo Campos tivesse crescido mais com a sangrar do Dilma. Não foi isso que aconteceu. Ele tem 8%.

Este editor volta ao essencial perfil de Falcão, escrito pela competente e elegante Daniela Pinheiro, para pescar outra frase do deputado. Não sem antes esticar um pouco a prosa:

Em um momento da entrevista, Falcão recebe uma ligação de Lindbergh Farias, senador pelo PT-RJ e candidato ao governo do estado pelo partido.

Ele queria o aval da Falcão para ir ao aniversário do deputado federal Glauber Braga (PSB – RJ).

Falcão responde: “Oi Lindbergh, você leu os jornais? Tem uma nota dizendo que vão transformar esse aniversário numa grande plenária de deputados junto com o Eduardo Campos. Você não viu isso?”

(Ao que parece, o senador respeita seu café da manhã, a refeição mais importante do dia, e não se informa pelos jornalões brasileiros)

Depois do sermão, Falcão é perguntado sobre Campos e responde: “Ele não será candidato”

Falcão pode ter jogado verde pra colher maduro, nunca se sabe, mas o retorno de Campos ao umbuzeiro não parece mais uma tese absurda.

Voltando a vaca fria dos números, vamos aos dois cenários que mais tem a dizer neste momento.

O PSDB, que acreditava que Aécio Neves fosse romper a marca dos 20% nesta pesquisa teve uma decepção: o mineiro do Leblon caiu de 17% para 13%.

Num ouro cenário, a coisa fica ainda pior: José Serra, que vem de uma derrota numa eleição municipal, tem 12%.

A grande vencedora do levantamento é a ex-ministra Marina Silva.

Com um discurso forte de terceira via que conquistou 20 milhões de votos em 2010, a candidata subiu de 23% para 26%.

Sem dúvida alguma ela é a que pode pegar para si o discurso anti-partidos das ruas e é, restando mais de um ano para as eleições, a candidata mais competitiva para um segundo turno contra Dilma.

Estaria tudo azul (ato falho?) para Marina senão fosse um “pequeno” problema: a criação do seu partido, a Rede, está ameaçada.

Segundo Fernando Rodrigues, o partido precisa validar 302 mil assinaturas até quinta-feira para juntar as 491 mil assinaturas solicitadas para a criação de um partido.

É esperar para ver.

Claro que ainda estamos muito longe do confirmar das urnas.

Porém, quanto mais o meio de campo estiver embolado, Dilma, a única candidata de fato, ganha um tempo precioso.

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