Joaquim precisa enfrentar um Barbosa

Por Murilo Silva

Atribuísse a Karl Marx a seguinte máxima: ”à burguesia devemos o bom gosto e as boas maneiras”.

Pode se dizer, sem medo de errar, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, nada deve à burguesia.

O gosto duvidoso fica claro pelas companhias de predileção do ilustre magistrado.

Já a respeito das “maneiras”, ai caro colaborador, os exemplos são vastíssimos.

Joaquim é truculento, soberbo e mal-educado – isso para ser sucinto nos adjetivos.

Ontem, em mais uma sessão a lá Márcia Goldschmidt, o ilustríssimo presidente protagonizou mais uma cena com o ministro Lewandowski.

Lewandowski queria aproveitar dos embargos declaratórios para rever o que em sua visão foi um equivoco do Tribunal, tratava-se da dosimetria da pena por corrupção passiva do ex-deputado Bispo Rodrigues (aquele imortalizado por Jefferson como ”mulherengo e jogador”).

Lewandowski ponderou que Bispo Rodrigues consumou o crime antes de 2003, quando a lei penal para esse tipo de crime se tornou mais rigorosa. Portanto, a pena deveria ser adaptada à legislação vigente na época.

A ponderação resultou em uma reação desproporcional.

Joaquim Barbosa acusou o colega de fazer ”chicana”, com a alegação.

Em uma consulta rápida ao dicionário de sinônimos verifica-se o seguinte quanto ao termo chicana: adulteração; arapuca; ardileza; armada; armadilha; arriosca; artimanha; astúcia; blefe; burla; cambalacho; cilada; dolo; embaçamento; embromação; embuste; engano; engodo; esparrela; esperteza; falcatrua; falsificação; farsa; fraude; fraudulência; intriga; lambança; logro; ludíbrio; má-fé; manha; maquinação; maracutaia; maroteira; mutreta; pabulagem; traição; trama; tramóia; trapaça; treta; truque; velhacaria  etc, etc, etc…

Esse blogueiro não é jurista, não sabe se a apreciação dos embargos declaratórios é o momento adequado para esse tipo de revisão.

Mas como cidadão, esse blogueiro entende alguma coisa de Democracia, e a independência do magistrado é um dos pilares desta.

Presume-se, pela lógica, que um magistrado da Suprema Corte deva exercer essa premissa com ainda mais desenvoltura.

Mas isso não se dá sob a presidência de Joaquim que, com a categoria de um leão de chacára, castra a independência de seu pares.

Com a devida vênia, esse blog recomenda um clássico do You Tube: Barbosa x Gilmar Mendes.

Mendes, um quadro político do Tea Party brasileiro, foi acusado por Barbosa de ser “truculento”, de ”estar na mídia” e, por isso, ”destruir” o judiciário brasileiro.

O ministro Ricardo Lewandowski, reconhecidamente um homem bem educado, parece incapaz de indagar, mas onde está Barbosa agora?

Alguém precisa dizer ao onipresente Joaquim Barbosa, o que só um Barbosa diria a Barbosa.

Algo semelhante ao que Barbosa disse a Gilmar Mendes:

– O senhor está na mídia, ministro!

– O senhor está nos camarotes das celebridades, ministro!

– O senhor está em Trancoso, ministro!

– O senhor está no Datafolha, ministro!

– O senhor está na Globo, ministro!

– O senhor está destruindo o judiciário brasileiro!

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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