Sirkis: a REDE ”deu mole”

o último apaga a luz

 

Deu no blog do deputado federal Alfredo Sirkis, (à direita na foto) marineiro de primeira hora e um dos grande articuladores da REDE:

[…]Para ser direto em bom carioquês: “demos mole”.

Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos e certamente a pessoa no país que melhor projeta o discurso da sustentabilidade, da ética e da justiça socioambiental. Possui, no entanto, limitações, como todos nós. As vezes falha com operadora política comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares. Tem certas características dos lideres populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d’alma que em geral eles não têm.

Não tenho mais idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais e discordei bastante de diversos movimentos que foram operados desde 2010. A saída do PV foi precipitada por uma tragédia de erros de parte a parte. Agora, ironicamente, ficamos a mercê de algum outro partido, possivelmente ainda pior do que o PV.

Quanto à Rede, precisa ser vista de forma lúcida. Sua extrema diversidade ideológica faz dela um difícil partido para um dia governar. Funcionaria melhor como rede propriamente dita –o Brasil precisa de uma rede para a sustentabilidade, de fato– mas, nesse particular, querer ser partido atrapalha.

 

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva, 

O Fora de Foco falou essa semana da criação do REDE Sustentabilidade.

Comparou o partido de Marina ao Solidariedade, de Paulinho da Força, e ao PROS, lançados essa semana.

Esse blog reconheceu o esforço de Marina em fazer um partido de verdade, a despeito da “Indústria do Partido Novo”, que tornou possível o registro dos outros dois.

Contudo,  esse blog defendeu que, uma mera pretensão eleitoral, por maior que seja – no caso de Marina, são 20 milhões de votos em jogo – não justifica um partido de verdade.

Como bem reconhece Sirkis: “a extrema diversidade ideológica faz dela [REDE] um difícil partido para um dia governar” eu diria que é difícil se firmar como partido.

Partido é aquele que representa uma parte. O que os militantes da REDE de “extrema diversidade ideológica” tem em comum, além, da admiração por Marina?

Hoje à tarde, Marina chamou uma coletiva para dizer que ainda está pensando se mantém a coerência e fica com a REDE, ou se abraça o fisiologismo e se muda para uma legenda qualquer para disputar a eleição.

Enquanto ela volta ao Monte Sinai em busca de iluminação, o companheiro Miro Teixeira (à esquerda na foto – e só na foto) da adeus e vai para lojinha do PROS, onde pretende ser candidato ao governo do Rio.

Resumo da opera: Marina Silva, que pretendia ser o novo, já mudou a política.

Antes isso tudo acabaria no tradicional picadinho na casa do Jarbas. Agora, vai acabar com uma caudalosa feijoada vegetariana.

Haja tofu!

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Sobre Murilo Silva

Jornalista por acidente.
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