A urgência de ouvir (e entender) as ruas

 

Por Bruno Pavan e Murilo Silva

Na noite quente deste sábado, munidos de cerveja gelada e encostados no balcão de um honesto boteco na Vila Madalena, aconteceu mais uma reunião de pauta do Fora de Foco.

Os dois editores deste espaço falam sobre tudo também pessoalmente: os papos vão desde a participação do estado no capitalismo brasileiro por meio do BNDES até o legado deixado pro Vinicius de Moraes para os brasileiros (nota mental: isso tem que ser tema de outro post aqui).

Fora de Foco, como vocês podem perceber, não é só o nome deste espaço. É também um reflexo da personalidade desses errantes editores.

Acontece que o nosso radar, por mais que a cerveja esteja imperdivelmente gelada, segue rodando para as coisas ao redor.

Em certo momento, sentados na banqueta do balcão do bar, percebemos que o dono, antes ocupado com outras coisas, ficou parado na nossa frente procurando entender e participar do assunto.

Eis que numa hora o atento senhor pegou nosso gancho sobre o número de prédios na região para passar a sua experiência pessoal: “daqui a pouco vão me tirar daqui. Eles vão aumentando o aluguel até a gente não conseguir mais pagar.”

Como diz o grito de protesto: “o povo não é bobo.”

Pode não saber o que significa especulação imobiliária, mas sabe como a vida dele é afetada por ela.

E quer muito falar e participar do debate.

A política tem que estar nas ruas e não em poucos lugares onde se toma vinho caro, como sommeliers da democracia, que muito bem explicou Élio Gaspari aqui.

Nem todo mundo quer reclamar de tudo sem dizer quase nada, como parecia ser o mote em alguns protestos de Junho.

Mas a política tem que descer do palanque, sim, para ouvir mais de perto que diz a democracia nas ruas.

Em tempo: Da reunião de pauta saíram planos e projetos o nosso Fora de Foco. Aguardem novidades para 2014.

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Uma resposta para A urgência de ouvir (e entender) as ruas

  1. Rafa disse:

    Não fugindo do Foco. Vamos lembrar o senhor Gás Hélio que uma proposta mal-ajambrada quanto a tarifa do ônibus tirou o então candidato Russomano do segundo turno, em São Paulo.

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