Fla-Flu brasileiro: a esquerda pede a bola

Por Bruno Pavan

Sem dúvida, desde junho do ano passado, um novo ingrediente foi adicionado nas eleições presidenciais de 2014: os protestos.

Acostumado, desde os caras-pintadas, a viver uma cenário político de mais estabilidade, o povo brasileiro “foi pra rua” na metade de 2013 para protestar.

Começou com os 20 centavos, terminou com reforma política.

Desde lá muitos querem pegar carona no fenômeno poucos, porém, tem a resposta ao que é pedido nas ruas.

O PT tentou se apropriar das reivindicações colocando bandeiras do partido nas ruas junto com os manifestantes depois de vários anos dando de ombro para suas “bases”. Quase terminou em tragédia.

Alguns levantaram a bandeira da direita, como sem partidos ou a volta do regime militar no Brasil.

Marina Silva, a cara da terceira via presidencial brasileira, quer ver as ruas pegarem fogo para questionar ainda mais o sistema político brasileiro para que ela, correndo por fora, se fortaleça.

Todos querem tomar um pedacinho do que aconteceu e do que vai acontecer nas ruas antes durante e depois da Copa do Mundo.

Agora chegou a vez da esquerda brasileira querer o seu pedaço.

Ontem (25/01) treze capitais promoveram protestos contra a “gastança da Copa do Mundo”.

O movimento denominado “não vai ter Copa” reuniu, em são Paulo, cerca de 1500 pessoas e continha um ingrediente a mais: milhares estavam nas ruas para celebrar o aniversário de 460 anos da cidade.

O roteiro é conhecido: o protesto começa pacífico, em certo momento alguns “mascarados” se separam da multidão e começam a atacar vidraça de bancos, rede de fast food, concessionárias de carros e outros símbolos capitalistas.

A PM, com a truculência mais que conhecida, usa bombas de gás, balas de borracha e outros apetrechos para conter os Black Blocs.

Sempre há casos de abuso de autoridade, policiais sem reconhecimento, violência excessiva, pessoas levadas presas por porte de vinagre e sempre há, também, civis muito machucados.

Acontece que ontem ocorreu algo que fugiu do “roteiro pré-estabelecido”. Um grupo de manifestantes montou uma barricada, próximo a Praça Roosevelt, w botou fogo em colchões.

Um motorista de um fusca, que estava com a família em seu carro, se assustou com a movimentação e acelerou, avançando contra a barricada e deixando um dos colchões preso no assoalho.

O carro pegou fogo e o dono do veículo teve que deixar, junto com a família, o veículo ás pressas.

Algumas horas depois, manifestantes que presenciaram a cena disseram que eles não haviam colocado fogo de propósito  e que “O motorista do Fusca ciente do risco passou pelo colchão em chamas, o colchão ficou preso ao assoalho do carro”, aqui para ler a explicação.

Desde então, perfis nas redes sociais tem emitido opiniões sobre o caso alguns, inclinados ao governo, chamaram a ação de “fascista”.

Outros, famosos por fazer críticas à esquerda do governo, pediram a sua bola para entrar no Fla-Flu brasileiro.

Um deles ameaçou: “tremam”, como se pedisse por um quanto pior melhor.

Um dos aspectos do Fla-Flu é não respeitar nenhuma nuance.

Se não fechar comigo, está do outro lado do campo.

Logo, o Fla-Flu, rejeitando a regra futebolística, pode envolver mais que dois times.

Para esses críticos da “esquerda-legítima”, a culpa do incêndio no fusca foi do próprio motorista.

Não existe qualquer possibilidade dos Black Blocs terem se excedido na ação.

E, quem estiver algum questionamento, vai pra vala do governismo barato.

São pessoas que já sofreram com isso, pois criticam o governo PT, e que agora resolvem latir o mesmo discurso.

A hora de virar gente grande chegou. Se acham legítimo a postura de partir para o enfrentamento direto a PM, como braço armado do governo, para defender seus ideais, que partam.

Mas, a postura de “não tivemos culpa” mostra, pra mim, uma grande imaturidade de um movimento que não consegue ver com um olhar crítico as suas atitudes.

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