Me dê motivos pra te odiar, Alemanha

Por Bruno Pavan

Não há civilidade possível depois do 7 a 1.

Não há.

E tudo que você quer, depois da terra arrasada, não é “dar a volta por cima”.

Contrariando todos os papos psicológicos e de auto-ajuda que existem por aí.

Eu quero é ficar em posição fetal por alguns dias e preguejar.

Contra o Felipão, a CBF, o Galvão, o Neymar, o imperialismo ianque.

Tanto faz.

E vocês, alemães, você não estão ajudando em nada.

Não ajudam quando param de massacrar no primeiro tempo e jogam com dó.

Não ajudam quando, ao final do jogo, comemoram daquela maneira comedida, até sem graça.

Não ajudam quando escrevem mensagens simpáticas nas redes sociais.

Como aquele fora que você toma, em que a razão está toda do outro lado, e o jovem ou a jovem é do tipo comedido ou comedida e que não te dá um motivozinho pra te odiar pela vida inteira nos próximos 15 minutos.

E te faz se sentir pior ainda em odiar cada milímetro de toda a racionalidade humana.

Você, que sempre segurou os B.Os da vida. Logo você, não está do lado da razão dessa vez.

Me ajude a te esquecer, Alemanha!!!

Um pisão na bola é o que eu peço. É pedir demais?

Me dê motivo pra descer do salto imaginário da fossa e perder a dignidade.

Você não pode ser sempre assim, tão cheia de razão o tempo todo.

Me dê motivos pra te odiar, Alemanha, ou eu vou ter que torcer pra Argentina.

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